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Paulista de Jundiaí, Andrey Zignnatto é considerado um emergente talento no cenário da arte contemporânea do país, especialmente no seu lidar com o tridimensional. De 2012 a 2015, acumula mais de uma dezena de premiações e participações em eventos relacionados à área, como salões, mostras coletivas e individuais. Entre eles, destaca-se o Prêmio Honra ao Mérito – Arte e Patrimônio, organizado pelo Iphan/MinC, de âmbito nacional. Por conta desse edital, Zignnatto apresentou para o público uma inicial versão de Erosões, exibida em 2014 no prestigiado Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A coletiva também tinha a participação de artistas que utilizam estruturas corriqueiras de construção a fundamentar peças que exploram o espaço.

Autodidata, Zignnatto tomou como um de seus eixos formais o tijolo, a partir da própria vivência em olaria da cidade do interior de SP, onde nasceu e trabalhou por quatro anos como assistente de pedreiro. Variadas séries surgiram do embate entre a experimentação formal elaborada com tal matéria e a ideia/conceito que o artista desejara enfatizar, como Estudos Estruturais em Módulo (2012), Guilhotina (2013), Tensão Estrutural (2013) e aqueles apresentados em Deslocamentos, sua primeira individual em galerias paulistanas, realizada na Blau Projects – Manta I Manta II, ambos de 2015. Erosões é um desdobramento natural de tais experiências de ateliê transpostas para ambientes expositivos mais tradicionais, como o ‘cubo branco’ da Blau Projects e as salas do Paço Imperial. Zignnatto, na linha de outros artistas jovens da cena contemporânea brasileira, investiga as questões da urbe atual por meio desses módulos de construção banais que, ressignificados, propiciam leituras poéticas. Contudo, não é a única linha de investigação e pesquisa desenvolvida pelo artista, que também discute os sistemas de representação, em especial pelos trabalhos a partir de grides.