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O paulistano Laerte Ramos tem a produção atual mais ligada à cerâmica, e, por isso, sua linguagem de excelência é o tridimensional. No entanto, o corpo de trabalhos que apresenta desde sua graduação em artes visuais pela Faap, no começo dos anos 2000, tem uma multiplicidade de abordagens, investigações, conceitos e formas. Por exemplo, o projeto re.van.che, da Temporada de Projetos do Paço das Artes, em São Paulo, no ano de 2009, envolvia o universo das artes marciais transposto por meio de uma instalação, pontuada por peças escultóricas em cerâmica, além de uma ação performática. Na abertura da individual, uma lutadora de tae kwon do golpeava/destruía uma das obras da exposição. Já em Batalha Naval, trabalho que fazia parte do Rumos Artes Visuais 2008/2009, do Itaú Cultural, tabuleiro e navios, esses feitos em argila e recobertos por um esmalte brilhante, propunham ao participante tomar as rédeas do jogo por meio de cabines telefônicas dispostas no espaço. Ramos já participou de residências artísticas na França, na Suíça e na Holanda. Neste último país, foi decisivo em sua trajetória o período no European Ceramic Work Center, em ’s-Hertogenbosch.