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C.LAB
OPEN NOW!
ANDREI THOMAZ
DE 5 DE JULHO A 9 DE AGOSTO
#1 C.LAB . MÁQUINA DO TEMPO

No dia 5 de julho, sábado, acontece na Blau Projects a abertura da exposição #1 C.LAB . MÁQUINA DO TEMPO. A instalação contém séries de imagens digitais criadas pelo artista Andrei Thomaz. Este projeto individual é o primeiro contemplado pelo edital da galeria, o C.LAB, e tem curadoria de Douglas Negrisolli.

A exposição tem como temática a interferência do tempo e ilustra as alterações causadas por ele em paisagens e objetos. Para isso, o artista criou o Ampulheta, software capaz de captar pequenos registros de passagem do tempo extraindo pixels de imagens gravadas por câmera num período de 12 horas. Usando todos os frames do vídeo, o programa produz uma única imagem com diversos pontos sobrepostos que mostram alterações de iluminação, a degradação de objetos e o deslocamento de elementos externos à paisagem. ‘É como se o software formasse uma imagem para nos mostrar tudo o que foi visto pela câmera ao longo do dia diz o artista, Andrei Thomaz.

Como resultado, a gravação de um ambiente é transformada em uma nova ilustração composta por pequenos pontos que indicam noções de transitoriedade da vida, como a movimentação das nuvens, a passagem de carros ou pessoas e a variação de luz. Em outras demonstrações, uma câmera microscópica registra as diversas alterações de um objeto orgânico, como o apodrecimento na obra Maçã.

O público terá a oportunidade de conhecer o funcionamento da Ampulheta em tempo real. Uma projeção da Rua Fradique Coutinho, vista da galeria, expõe a passagem de tempo do lugar, enquanto um monitor mostra a capacidade microscópica do software com a decomposição de objetos orgânicos.

O artista também expõe outras experimentações feitas pelo programa, como a série impressa Rua Almirante Marques Leão e a obra Gelo, imagem gerada a partir do processo de derretimento de um cubo de gelo.

Andrei Thomaz

Nascido em Porto Alegre, em 1981, é mestre em Artes Visuais pela ECA/USP e professor no Instituto Europeo di Design em São Paulo. É conhecido por seus trabalhos envolvendo arte e técnicas digitais. Participou com instalações para a exposição multimídia FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica) e ganhou em 2007 o Prêmio Atos Visuais da Funarte. Em 2013, participou da exposição PLAY! com jogo interativo projetado no prédio do FIESP.