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C.LAB
OPEN NOW!
ANA KARINA MORENO, CAMILO ANDRÉS ORDÓÑEZ ROBAYO, CAMILA ECHEVERRÍA MARTÍNEZ, HAROLDO SABOIA, JAIME LAUREANO E [AND] REGINALDO PEREIRA
DE 27 DE JUNHO A 8 DE AGOSTO
#02 C.LAB Mercosul . NA IMINÊNCIA

Exposição coletiva com curadoria de Carolina Soares

Com abertura marcada para dia 27 de junho, sábado, a Blau Projects apresenta a exposição Na Iminência, com curadoria de Carolina Soares. A exposição é resultado da segunda edição do C.LAB Mercosul, edital focado em curadoria que se dedicou a selecionar projetos de todos os países latino-americanos. Para a exposição de Carolina Soares, foram escolhidos seis artistas, dentre eles três colombianos e três brasileiros para tratar de questões comuns aos dois países como a colonização e a atual conjuntura econômica, política e social.


Em Na Iminência, a curadora Carolina Soares, apresenta artistas que questionam o status quo da realidade de seus países por meio de fotografias e instalações. ‘A minha ideia é sobretudo expor ideias que remetam a desistências, falhas, ao que não está finalizado’, afirma a curadora. ‘Nesse sentido, também busco artistas que questionem como a história e a memória estão sendo registradas na contemporaneidade’, continua.  


Para isso, foram selecionados seis artistas, dentre os quais, três colombianos: Ana Karina Moreno, com a fotografia digital Clausurado (da série Bolivar Bolos Club), de 2010; Camila Echeverría Martínez, com a fotografia Bogotá Fragmentada, de 2014 e Camilo Ordóñez Robayo, com a instalação Memoria Cultural, de 2010. Dentre os brasileiros, pode se destacar a escolha pela instalação em todos os trabalhos dos artistas; Haroldo Saboia, com Como Construir um Diagrama, de 2014; Jaime Lauriano, com A História se Encerra em Mim, de 2013 e Reginaldo Pereira, com o trabalho Sem Título, de 2015.


O paulistano Jaime Lauriano apresenta a obra A História se Encerra em Mim, uma placa em bronze cravada na entrada da galeria. A obra remete às placas de bronze de monumentos históricos comuns, trazendo a frase A história se encerra em mim, como um contraponto à rigidez do que é contada nos livros e que questiona de que modo a história atravessa os tempos. Nascido em Bogotá, o artista Camilo Ordóñez Robayo criou uma lápide em homenagem ao Bicentenário da República da Colômbia, celebrado em 2010, quando o artista participou de manifestações e tornando pública a obra meio de suas performances.

Cidades fragmentadas 


A colombiana Camila Echeverría Martínez já morou em São Paulo, São Francisco, nos Estados Unidos, e atualmente vive em Bogotá. No trabalho Bogotá Fragmentada, apresentado na exposição, a artista mostra, numa fotografia, fragmentos de fotos de prédios espelhados feitos nas três cidades. No reflexo da imagem, estão as casas dos arredores, telhados, partes de comércio, casas populares, fios de alta tensão, mostrando como as desigualdades sociais podem ser similares em qualquer cidade do mundo. Segundo a curadora Carolina Soares, apesar da arquitetura estar ‘petrificada, aquilo que ela reflete é movente, é heterogêneo, é desigual, guarda memórias, vidas’. 


Um clube que funcionou durante 42 anos em Bogotá, o Bolivar Bolos Club e sua posterior desativação em nome da ‘renovação urbanística’ da cidade, é tema da obra da colombiana Ana Karina Moreno. A artista reúne fotografias que se tornam flagrantes de uma promessa de progresso onde o passado não pode mais residir. A obra escultórica do brasileiro Reginaldo Pereira, Sem Título, de 2015, questiona a burocracia e a utilidade dos objetos. Por fim, o colombiano Haroldo Saboia apresenta a obra Como Construir um Diagrama, que mostra, segundo a curadora ‘o artista sendo sujeito da história’.