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EXPOSIÇÕES
EXPOSIÇÃO PASSADA
RENATA CRUZ
DE 12 DE ABRIL A 24 DE MAIO
PROPOSTA PARA ATUALIZAÇÃO DE UMA ENCICLOPÉDIA >> RENATA CRUZ

No dia 12 de abril, sábado, a partir de 12h, acontece na Blau Projects a abertura
da exposição Proposta para atualização de uma enciclopédia, com cerca de 45 desenhos inéditos da artista paulista Renata Cruz.

Para sua primeira individual na galeria, a artista se propôs a fazer uma espécie de ‘atualização’ de uma enciclopédia, editada nos anos 1970, intitulada O mundo em que vivemos. ‘Decidi atualizar a publicação, a partir das informações do mundo que eu tenho contato, tanto do meu cotidiano quanto de notícias de jornal’, conta a artista. A partir de temas gerais estabelecidos na enciclopédia, como ‘O mundo em que vivemos/Ataque à luz do dia’, ‘A luta pela vida/camuflagem’, ‘A natureza domesticada’, ‘Estranhas associações’ e ‘A continuidade da vida’, a artista buscou criar novos paradigmas a partir de referências contemporâneas.

‘As enciclopédias foram livros fundamentais para a formação do olhar de muita gente’, conta. A artista encontrou o material enquanto trabalhava com um sistema de trocas de objetos entre pessoas de seu círculo de amizades. Pediu para conhecidos o primeiro material impresso que tivesse sido referência em seu entendimento de mundo. ‘Esses materiais muitas vezes fazem a intermediação do nosso "primeiro olhar”. Geralmente são materiais ilustrados muito ricos graficamente, que nos deslumbram e nos acompanham como referência para sempre’, complementa a artista. 

A partir de assuntos ilustrados no livro, a artista coletou um conjunto de imagens na cidade de São Paulo, buscando atualizar e ampliar seus conceitos tendo como base sua própria experiência. Foi, então, que encontrou em imagens icônicas de Paraisópolis, Morumbi, ou mesmo nas calçadas da cidade, alusões e inspirações para suas pinturas em aquarela. Além dos desenhos, foram acrescidas referências do escritor argentino Jorge Luís Borges, com seu universo fantástico, para conviver e dialogar com as imagens.


Capítulos

No capítulo ‘O mundo em que vivemos/Ataque à luz do dia’, estão questões como mobilidade e trânsito, a ‘avalanche de seres que invadem lugares no metrô, as torcidas organizadas, coletivos da cidade que podem ser considerados ataques’,explica a artista. Em ‘A luta pela vida/ Camuflagem’, a artista trata do apelo ao capitalismo: os perfumes, tipos de roupa de marca que padronizam. Ao mesmo tempo, os tipos de ‘camuflagens’ encontrados na cidade, desde moradores de rua que usam cobertores ‘da cor do asfalto’, até as roupas que definem status sociais.

Em ‘A natureza domesticada’, presente no capítulo três, a artista busca a relação da arquitetura paisagística na cidade. São jardins feitos sob medida para que caibam em espaços diminutos, ‘como uma árvore que consegue crescer num quadrado de cimento’, até a ‘domesticação’ das pessoas com remédios e antidepressivos. Uma imagem icônica de um apartamento no Morumbi com piscina na varanda e a favela de Paraisópolis ao lado, está presente no capítulo ‘Estranhas associações’. Nele, a artista quer evidenciar como lugares ou pessoas se juntam para tentar sobreviver em processos de associações improváveis. A mistura entre pichação e arquitetura, casas clássicas na cidade que estão abandonadas, assim como personagens que vivem em condições de pobreza extrema estão presentes nesse capítulo. Para encerrar, o último capítulo é ‘Continuidade da vida’, com referências que, segundo a artista, servem para investigar o futuro ‘ou apenas para acompanhar-nos em nossa trajetória’, finaliza a artista.
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PROPOSTA PARA ATUALIZAÇÃO DE UMA ENCICLOPÉDIA >> RENATA CRUZ | 12/04/2014 - 24/05/2014
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