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EXPOSIÇÕES
EXPOSIÇÃO PASSADA
ÉDER OLIVEIRA
DE 29 DE AGOSTO A 10 DE OUTUBRO
PÁGINAS VERMELHAS >> ÉDER OLIVEIRA
Após se destacar na 31ª Bienal, o artista paraense Éder Oliveira faz sua primeira individual em São Paulo. Com abertura marcada para dia 29 de agosto na Blau Projects, ele apresenta a exposição Páginas Vermelhas, com cerca de 10 obras inéditas, entre pinturas, objetos e fotografias.

A exposição traz fotos e pinturas sobretudo de pessoas comuns, porém, com um diferencial: o artista pinta rostos de pessoas anônimas que tiveram suas figuras publicadas como sendo suspeitos nas páginas policiais de jornais de Belém, onde vive. ‘Aqui em Belém ainda temos um caderno chamado Polícia nos jornais. E os rostos dos suspeitos são colocados em destaque e geralmente com chamadas que fazem trocadilhos e até piadas com eles’, conta o artista.

Éder também tem uma peculiaridade: é daltônico. Enxerga uma paleta de cores mais reduzida e por isso sua pintura muitas vezes é monocromática, como no caso dos trabalhos realizados para a exposição, todos feitos em tons de vermelho, sem o uso do preto, como é sugerido nas imagens. ‘Na época da faculdade isso foi difícil, mas conforme fui aceitando, o daltonismo se transformou em algo a
ser explorado na pintura’, conta.

Uma das razões que levaram o artista a pintar esses rostos da maneira como são retratados nos jornais é um incômodo pelo fato deles serem sempre negros, caboclos, mestiços e índios, sendo pré-julgados como criminosos. ‘Esses cadernos formam uma etnografia do crime, do marginal’, afirma. ‘A princípio eu queria retratar o homem amazônico na minha obra, e qual foi minha surpresa ao ver que o homem amazônico está retratado nas páginas de crimes dos jornais, muito mais do que em outro tipo de publicação ou mídia’, conta. ‘Essa realidade se confunde com a minha própria história, porque eu vim do interior para morar na cidade grande e ganhar a vida também a partir da periferia’, revela.

O artista é consciente do tom político que sua obra alcança. ‘A minha arte se relaciona muito com o que sempre aconteceu e ainda acontece no Brasil, que é a subjugação de classe, principalmente da classe trabalhadora e das pessoas mais pobres. Falo de questões sociais de cunho político. A desigualdade é evidente, mas é velada ao mesmo tempo, procuro prestar atenção nos outros, nos seus valores e retratá-los. Há um universo de coisas que estão contidas além da pele, da etnia e da raça. O homem amazônico, figura que costumo retratar sempre, possui valores que não se encaixam no sistema capitalista e por isso é excluído. Eu procuro fazer um contraponto a isso, somente retratá-lo para que ganhe voz’, finaliza.



Éder Oliveira



Nascido num vilarejo chamado Velha Timoteua, o artista fez licenciatura em Educação Artística na Universidade Federal do Pará, com habilitação em Artes Plásticas. Conquistou diversas premiações, como Prêmio SIM de Artes Visuais (Coletiva Corporaturas) do Sistema Integrado de Museus (2008) e o 2º Grande Prêmio do Salão Arte Pará (2007). Entre as intervenções que o artista já realizou, estão: Amazônia, Lugar de Experiências (Museu da UFPA, Belém, 2013), Amazônia, Ciclos de Modernidade (CCBB, Rio de Janeiro, 2012), O Triunfo do Contemporâneo (MAC, Porto Alegre, 2012), Amazônia, a Arte (Museu Vale, Vitória e Belo Horizonte, 2010), 31ª Bienal Internacional de São Paulo (2014, São Paulo, Pavilhão Ciccillo Matarazzo).Participará da itinerância da 31ª Bienal Internacional de São Paulo em Lisboa, Portugal no outubro de 2015.



Serviço

Abertura da exposição Páginas Vermelhas, individual de Éder Oliveira

Abertura: 29 de agosto, das 12h às 19h

Serviço de manobrista no local como cortesia

Período expositivo: de 1º de setembro a 3 de outubro

Horários de funcionamento: terça a sábado, das 11h às 19h

Entrada gratuita
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