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EXPOSIÇÕES
EXPOSIÇÃO PASSADA
LAERTE RAMOS
DE 1 DE OUTUBRO A 5 DE NOVEMBRO
FORMA DE REÚSO

A partir do dia 1º de outubro, sábado, o público pode conferir mais de 70 obras inéditas do artista paulista Laerte Ramos na galeria Blau Projects. A exposiçãoForma de reúso reúne trabalhos de cinco séries diferentes, a maioria de cerâmica, resultado de anos de pesquisa do artista, bem como de uma recente residência artística realizada na cidade de Jingdezhen, na China, conhecida como a "capital da cerâmica”.


Forma de reúso inclui uma série de cerca de 50 peças de cerâmica inspiradas em xilogravuras feitas pelo artista em 1999, intitulada Estruturas, de caixas d´água. Essas formas são pesquisadas e desenhadas pelo artista e foram se transformando e "criando corpo”. "O que inicialmente eram caixas d´água começou a dar forma a estruturas aleatórias que seguiam regras como tamanho, proporção, ocupação do espaço, entre outros, que deram origem a diversos tipos de possibilidades de desenho de caixas d´água”. "Tivemos muita dificuldade no processo desse trabalho”, conta o artista. "Fazer pequenas peças modulares com pedaços pequenos que se encaixam dessa forma é de um alto nível de complexidade”, conta Laerte. As cerâmicas, esmaltadas em branco, formam uma parede de esculturas, tendo ainda como forma de acabamento e junções o rejunte de azulejo e a fita "veda rosca”, deixando à mostra parte de sua construção. Elas têm uma grande quantidade de conexões e possibilidades de encaixes, deixando aparente ao olhar do espectador essas ‘formas de reúso’ do artista.


Outra série inédita apresentada na exposição é Silvestre Silver, composta de sete vasos de cerâmica cor grafite com uma espécie de "vegetação” sobreposta. "Esse trabalho é uma observação minha do estranhamento que tive ao ver a vegetação e as plantas chinesas”, conta Laerte. A série foi produzida durante os três meses que o artista passou na cidade chinesa de Jingdezhen, onde se trabalha cerâmica há mais de 1700 anos. "Sempre tento trazer um elemento desafiador para o espectador e levar a cerâmica para um caminho que não tenha sido pensado antes, pelo menos nessa escala de produção no Brasil”, conta Laerte.


Já as cinco serigrafias da mostra fazem parte da série Hankô. "Venho desenvolvendo esse trabalho há bastante tempo. Ele é inspirado pelos carimbos orientais. No oriente, eles fazem diversos carimbos numa obra: há o do profissional que faz a tinta, o de quem pinta, cada um faz um carimbo diferente numa serigrafia, por exemplo”, conta Laerte. "São carimbos, mas a base é um desenho, então me inspirei nesses desenhos pequenos para desenvolver essas serigrafias, e também porque é uma das primeiras formas que tive de expressão”, afirma.


As três estruturas de madeira (único material diferente da cerâmica na exposição), por sua vez, compõem a série Armação silvestre e "lembram” a base estrutural de uma casa, como conta o artista. Para ele, a ideia de casa, moradia e território permeia seu trabalho e é apresentada nessa série inédita por meio de três casas de madeira com um vaso, também de madeira, e uma planta de porcelana ambos "incrustados” em seu interior. Já na série Plano de Fuga, Laerte derrama pelo espaço expositivo 12 "vergalhões” (estrutura metálica usada para furar pneus de carros em fuga), feitos de cerâmica em forma de políptico.


Para finalizar, o artista apresenta Silvestre Padrão, oito delicadas peças de cerâmica dispostas na parede em formato de árvore e desenhadas com um padrão têxtil muito comum na China, uma forma de homenagear o país onde a cerâmica é tratada como obra de arte.


Laerte Ramos


Laerte Ramos (São Paulo, SP, 1978) destaca-se no panorama da arte contemporânea brasileira especialmente pela produção em cerâmica e gravura. Graduado em artes plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (2001), desde a segunda metade da década de 1990 tem participado de importantes mostras coletivas. Nos últimos 14 anos, realizou diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Participou de programas de residência artística na França, Suíça, Holanda, China e Portugal, e foi contemplado com diversos prêmios, dentre os quais podem ser destacados o Prêmio Marcantônio Vilaça – Pró Cultura/MinC (edições de 2012 e 2013), o Prêmio Atos Visuais Funarte (2011) e o Prêmio Mostras de Artistas no Exterior – Fundação Bienal de São Paulo/Phoenix Institute of Contemporary Arts (2011). Foi selecionado na edição do Programa Rumos Artes Visuais 2008-2009 com a obra "Batalha Naval”, e também para o Rumos 2013-2014 com a participação no PWS Residency Program, tendo passado três meses na cidade de Jingdezhen, na China, conhecida mundialmente como a "capital da cerâmica”, para aprender mais sobre a técnica. Atualmente, trabalha no ateliê Studium Generale, no centro de São Paulo, onde realiza projetos, pesquisas e auxilia outros artistas no desenvolvimento de moldes e esculturas em cerâmica.

PASSADAS
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